Twitter: Brasil é o segundo país com mais perfis

Recente estudo realizado pela Semiocast mostrou um novo arranjo entre os países com o maior número de perfis no Twitter. Os EUA mantém a primeira posição no ranking (com 107,7 milhões de perfis) e o Brasil ocupou o segundo lugar (33,3 milhões de perfis), passando o Japão (29,9 milhões de perfis).
Em seguida vem o Reino Unido, que ultrapassou a Indonésia no quesito de número de perfis do Twitter.
O gráfico publicado no site Semiocast.com é bem interessante (clique na imagem para ampliar):
Ainda que o Brasil tenha ultrapassado o Japão em número de contas no microblog, quando a análise verifica o número de tuitadas, o Japão ainda fica à frente do Brasil: 30% dos perfis postaram ao menos tuitada entre setembro de 2011 e 30 de novembro de 2011. No caso do Brasil, 25% dos perfis postaram uma mensagem.
O estudo mostrou que Japonês ainda continua sendo a segunda língua mais usada no Twitter (depois do inglês. e mesmo com o grande crescimento da língua árabe).
Outro quesito interessante da análise mostrou que a Holanda é o país são os mais ativos: 33% dos perfis da Holanda postaram pelo menos uma mensagem dentro do período avaliado. Segundo a análise, a média mundial é de 27% (muitos usuários usam o Twitter apenas para acompanhar as atualizações de outros usuários, ou mesmo como uma espécie de feed de notícias).
Com informações do site Semiocast.com.
Entrevista com Annie Leonard, do vídeo “A História das Coisas”

"Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente"
Há um mês o jornal O Globo publicou uma interessante entrevista com a ambientalista Annie Leonard, do conhecido vídeo “A História das Coisas (Story of Stuff). Nesta entrevista, Annie diz coisas que não podemos perder de vista, e ainda mais quanto mais mergulhamos num cotidiano de consumismo excessivo – e, muitas vezes, desnecessário:
“Há ainda milhões e milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, que vão dormir com fome e que precisam de bens materiais básicos de saúde e educação. Para essas pessoas, é importante, essencial. Mas também há milhões de pessoas que têm mais do que realmente precisam. Essas pessoas associam status, felicidade e segurança à quantidade de bens que possuem. Felizmente, eu percebo que muita gente começa a pensar de forma diferente.“
Para quem não lembra, ou não assistiu A História das Coisas, trata-se deste excelente vídeo, logo abaixo:
Na entrevista, Annie fala sobre suas inspirações para o vídeo (que depois virou livro), suas viagens pelo mundo e a enorme quantidade de e-mails que ela recebe de braisleiros. Fala também sobre os desperdícios gerados pelo nosso consumismo excessivo, educação ambiental, sustentabilidade e também sobre felicidade.
Muito interessante a entrevista. Vale a pena conferir.
“Annie Leonard: A revolução do consumo e da felicidade”
De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo “A história das coisas”, exibido milhões de vezes no YouTube. O curta ganhou uma versão em livro — o homônimo “A história das coisas” (Editora Zahar). Em ambos, Annie defende não só a sustentabilidade, mas a felicidade.
O Globo: Qual a sua inspiração para fazer o vídeo e escrever “A história das coisas”?
Annie Leonard: Quando era estudante universitária em Nova York, me impressionava muito com as monumentais pilhas de lixo depositadas nas ruas todos os dias. Um dia resolvi abrir os sacos para ver o que as pessoas jogavam fora. Fiquei chocada ao descobrir que havia muito material reutilizável, especialmente papel e metal. Então resolvi ir ao depósito de lixo da cidade. Havia montanhas de móveis, roupas, livros, comida. Isso despertou minha curiosidade sobre a função das coisas em nossas vidas. De onde elas vem, para onde vão e como administrar melhor sua produção e uso. Depois de formada, trabalhei para ONGs ambientais e viajei pelo mundo.Vi os impactos ambiental, social e de saúde ocultos das coisas que usamos e jogamos fora. Fiquei frustrada que o custo real de todos os bens que consumimos não é explicitado nas propagandas que nos encorajam a comprar coisas para nos assegurar felicidade, sucesso e segurança. Eu queria promover uma discussão mais honesta sobre padrões de produção e consumo.
O Globo: Como surgiu a ideia do filme e do livro?
Annie: Comecei fazendo um cartoon para descrever os sistemas de ação e consumo. E deu certo! Depois criamos um vídeo de 20 minutos e o postamos em dezembro de 2007. Para minha surpresa, foi um sucesso. Já foi exibido mais de 15 milhões de vezes, acessado em praticamente todos os países do mundo. O livro “A história das coisas” foi continuação desse trabalho.
O Globo: Você viajou por mais 40 países para pesquisar como as coisas são produzidas e descartadas. O que descobriu? O que viu de mais significativo?
Annie: A lição mais importante que aprendi é que há muitos meios de criar um mundo melhor. Soluções economicamente viáveis já existem, energia renovável à produção limpa e resíduos zero. Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente, reduza o gasto de energia e água, elimine substâncias tóxicas, tornem os produtos mais duráveis. Precisamos investir mais em ação, saúde e meio ambiente, e não no acúmulo de coisas. Há muitos problemas ambientais para resolver, do caos climático ao colapso dos recursos pesqueiros. Seria fácil ficar deprimido se não tivéssemos tantas boas alternativas já disponíveis. Felizmente, podemos começar a construir um futuro $agora. Em cada país que visito vejo pessoas — de professores a pais, empresários e até mesmo políticos — que trabalham para um futuro melhor. Isso me dá uma grande esperança.
O Globo: Você já esteve no Brasil?
Annie: Ainda não, mas espero conhecer o Brasil. É um dos países onde mais gente assistiu ao meu filme. Recebemos milhares de e-mails de brasileiros, de pessoas que concordam com a mensagem de “A história das coisas” e trabalham para um ambiente mais saudável, sustentável e justo.
15 anos sem Chico Science
Há 15 anos um trágico acidente vitimava Chico Science, um artista que mudou a cara da música pernambucana na década de 1990. Chico foi hoje um dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro durante todo o dia.
Homenagens mais do que merecidas estão sendo feitas ao seu nome, e a Expoidea também reserva aqui em nosso blog um espaço para essa grande figura.
Valeu muitíssimo a pena assistir o documentário da TV Viva e da TV Jornal sobre Chico Science. Está no vídeo logo abaixo – lembrando que hoje também vai ser apresentado um especial sobre Chico na MTV, e a mesma emissora também apresentará uma maratona de 24h sobre o artista no próximo sábado.
“Um passo à frente.
E você não está mais no mesmo lugar…”
Rio+20 discute criar meta ambiental para empresas
As empresas podem ter algum tipo de meta ambiental para o futuro – este talvez seja um dos resultados mais concretos da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em junho. Seria, como o nome diz, uma espécie de “cadastro voluntário de compromissos”, público e transparente.
A reportagem é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor Econômico (link para assinantes) de hoje.
Este registro de promessas sustentáveis do mundo dos negócios poderia ficar no site das Nações Unidas, por exemplo. Ali, setores empresariais e grandes companhias registrariam, por exemplo, seu compromisso de deixar de usar determinado item em sua linha de produção, em certo prazo, porque ele seria fonte importante de emissão de gases-estufa. Outro setor poderia estabelecer uma promessa com seus consumidores de garantir uma cadeia de produção onde não se desmatam florestas.
Esta iniciativa está no último parágrafo do texto “O Futuro que Queremos”, o principal documento da Rio+20. O texto, de 19 páginas, é atualmente um rascunho do que virá a ser o documento final da cúpula. Várias rodadas de negociações com delegados de 193 países definirão o texto final, que será aprovado pelos chefes de Estado e de governo no encontro, de 20 a 22 de junho. A primeira dessas reuniões começa hoje, em Nova York.
“O compromisso destas empresas tem um impacto importante e, sendo público, a sociedade pode cobrar”, explica o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e à frente das negociações para a Rio+20. “É transparente e tem valor moral. Nenhuma empresa vai querer divulgar um compromisso e depois não cumprir”, continua.


