Paêbirú na Expoidea: Um Tributo a Lula Côrtes

O grande artista Lula Côrtes receberá uma homenagem especial nesta segunda edição da Expoidea – que acontece entre 08 e 13 de maio no Paço Alfândega. Lula foi compositor, artista plástico, poeta, cantor e uma grande figura das artes em Pernambuco. Resultou de uma parceria entre Lula e Zé Ramalho um dos trabalhos mais importantes da história do nosso Rock: o disco Paêbirú – Caminho da Montanha do Sol.

O álbum Paêbirú é hoje uma das grandes lendas da história da música brasileira. O vinil duplo se divide em quatro partes: Terra, Ar, Fogo e Água. Cada parte do disco traz elementos musicais em intensa harmonia com esses elementos naturais. A arte gráfica do disco foi realizada pela então esposa de Lula, Katia Mezel.

Com uma única prensagem de 1.300 cópias, cerca de 1.000 exemplares foram perdidos nas águas da grande enchente que acometeu a cidade do Recife em 1975.

Um vinil original dessa colaboração entre Lula Cortes e Zé Ramalho pode chegar a custar R$ 10 mil.

Isso se você tiver a sorte de encontrá-lo, claro!


A obra foi relançada, ilegalmente, em CD e vinil na Europa, na década passada, mas no Brasil permanece fora de catálogo. Talvez seja o trabalho da MPB mais cultuado desde Racional, de Tim Maia.

Essa obra, que conta com a participação ainda de nomes como Alceu Valença e Geraldo Azevedo, será revivida na segunda edição da Expoidea.

Sobre a lenda do Paêbirú e mais detalhes sobre o projeto, Missionário José conversou com o jornalista, crítico literário e colaborador especial do blog da Expoidea, Schneider Carpeggiani.

Com a apresentação do show Paêbirú: Um Tributo a Lula Cortes, a Expoidea prestará sua homenagem à memória de um dos maiores artistas de Pernambuco. O show acontecerá em um palco ao lado do Paço Alfândega com entrada gratuita.

Então, anote aí na agenda:

PAÊBIRÚ – TRIBUTO A LULA CÔRTES: dia 10 de maio, quinta-feira, às 23h.

Confiram a entrevista logo abaixo.

“Relançar o Paêbirú seria um bom projeto para a Fundarpe”, sugere músico

Entrevista por Schneider Carpeggiani 

O músico e produtor Missionário José prepara um show especial para a Expoidea, em que artistas convidados irão tocar o disco na íntegra. Para formar a banda, ele está pensando em convidar a cena indie que surgiu no Recife na década passada, a tal “geração 2005”, formada por nomes como Mellotrons e Parafusa.

O Paêbirú é tão “grande” quanto a lenda que o cerca?

É difícil dizer, pois é difícil aferir o real tamanho da lenda. Mas é um grande disco, por vários motivos. Não só em vários momentos ele tem um nível de experimentalismo incomum, mesmo pra época, como ele foi feito em uma gravadora relativamente comercial, e num estúdio com recursos técnicos bem limitados.

Você acha possível algum dia esse álbum ser lançado legalmente no Brasil, tendo em vista os enormes conflitos entre os músicos envolvidos?

Acho difícil, mas não é impossível. Comercialmente é arriscado, pois teria que ter um investimento considerável em reconstruir matrizes, remasterizar, e resolver várias pendências legais. Há uns 15 anos atrás mais ou menos eu lembro de acompanhar de longe umas conversas sobre um possível relançamento, com uma galera que estava trabalhando na adaptação da arte do LP pro CD, mas acabou dando n’água justamente por essas questões burocráticas

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Produtora Cultural Colaborativa democratiza a cultura

 

Divulgar o trabalho de artistas locais através de intervenções tecnológicas é o propósito da Produtora Cultural Colaborativa, que estará presente mais uma vez na Expoidea

Por Valentine Herold

Pesquisas e intervenções envolvendo tecnologia em rede no começo dos anos 2000 – como o portal Som do Mangue e a revista independente O Dilúvio e as demandas de cultura digital dos pontos de cultura foram os elementos que inspiraram o surgimento da tecnologia social da Produtora Cultural Colaborativa (PCC). A primeira implementação desta tecnologia aconteceu na Aldeia da Paz do Fórum Social Mundial em Belém e no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Em 2010 aconteceu a primeria edição em Pernambuco durante a EXPOIDEA envolvendo 7 pontos de cultura do estado.

A PCC inova ao propor formas de organizações de espaços multimídias junto a centros culturais, atendendo a demandas de artistas locais e mantendo a proposta de formação continuada em Cultura Digital e o uso de Software Livre.

Para o público entender melhor como a produtora funciona, podemos compará-la com uma árvore. Existem várias raízes – tais como sustentabilidade, colaborativismo e economia solidária – que orientam o desenvolvimento da PCC. Estas raízes levam os três pilares (Palco Livre, Núcleo Audiovisual e Cobertura Compartilhada) a formarem o tronco da Produtora Cultural Colaborativa. Os frutos desta árvore variam de CDs a oficinas, passando por cartazes.

A parceria com a EXPOIDEA se firmou na primeira edição, em 2010. Na ocasião, 81 artistas independentes se inscreveram gratuitamente para participar das apresentações no Palco Livre. Instalada durante os nove dias do evento na Torre Malakoff, no Bairro do Recife, a PCC reuniu um público de aproximadamente 200 pessoas por noite.

Na EXPOIDEA 2.0, a Produtora Cultural Colaborativa vai funcionar durante toda a feira novamente, do dia 8 a 13 de maio, abrindo seu palco das 18h00 às 22h00 para as bandas que se inscreverem. Desta vez situada na Rua da Moeda, constante palco de manifestações artísticas locais, a PCC irá abrir inscrições não só pra o Palco Livre, mas também para oficinas de cultura digital. Todo evento será registrado por alunos de fotografia, produção fonográfica e jornalismo digital.

Segundo o idealizador da produtora, Pedro Jatobá, a participação da PCC na EXPOIDEA está em perfeita sintonia com a proposta da feira. “Desde a primeira edição, a Expoidea oferece apoio e estrutura para o funcionamento completo desta tecnologia social da Produtora Cultural. Mais uma vez, estaremos democratizando palcos, gravação, divulgação e distribuição de produtos e serviços de artistas locais que se inscreverão gratuitamente no site do evento”.

Ele ressalta que, desta maneira, os artistas ganham produção e visibilidade, e os jovens ganham formação e experiência em produção cultural, trabalhando com software livre e divulgando a cultura de Pernambuco para o mundo.

OFICINAS NA EXPOIDEA 2012

A PCC vai oferecer seis oficinas gratuitas para o público. Serão oficinas de Jornalismo Online, Áudio, Vídeo, Streaming, Design e Artes Gráficas em Software Livre e Fotografia. Mais detalhes das oficinas aqui.

Outras informações sobre a produtora cultural colaborativa em: iteia.org.br-produtora-cultural-colaborativa


Design em debate na Expoidea – concorra ao livro de Rafael Cardoso

Fitness for purpose, em inglês. Zwecjmässigkeit, em alemão. Em português, “a forma segue a função”.  Talvez a primeira e (não só por isso) anacrônica definição do que hoje entendemos por “design”. A forma não precisa seguir a função, nem mesmo a função precisa nascer junto com a forma – a razão de ser das coisas, assim como a das pessoas, é instável.

No entanto, esse conceito, que data do século 19 (o período que corresponde, a grosso modo, ao surgimento das fábricas na Europa e Estados Unidos), ainda é tido como válido por muita gente.

Para provar que forma e função são tensões flutuantes, o escritor e historiador de arte Rafael Cardoso escreveu Design para um mundo complexo, ensaio saboroso de ler que vai interessar não apenas os designers. Afinal, o autor nos lembra o tempo inteiro que é a condição de mudança que marca nossa relação com o mundo.

“Talvez a principal lição para o design – plenamente recebida e assimilada na prática dos designers brasileiros nos últimos vinte anos – seja a de que não existem receitas formais capazes de equacionar os desafios da atualidade. Não são determinados esquemas de cores e fontes, proporções e diagramas, e muito menos encantações como ‘a forma segue a função’, que resolverão os imensos desafios do mundo complexo em que estamos inseridos”, observa Cardoso.

DEBATE 

O pesquisador Rafael Cardoso é um dos convidados da segunda edição da Expoidea. No dia 10 ele participa de um debate sobre o fascínio da nostalgia no design de hoje.

Cardoso conversa com Gilberto Carvalho, gerente de marketing da Imaginarium e com Carolina Leão, doutora em sociologia e responsável pela Gerência de Literatura da Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife.

“A incrível forma do passado”

Rafael Cardoso (escritor) – SP
Gilberto Carvalho (Imaginarium) – SP
Mediadora: Carolina Leão (Gerência de Literatura da Fundação de Cultura da PCR) – PE

Local: Shopping Paço Alfândega
Data: 10 de maio
Hora:
18 horas

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS 

Neste mesmo dia 10, logo depois do debate, Rafael Cardoso autografará seu livro “Design para um mundo complexo”, às 20h na Livraria Cultura.

SORTEIO

A Expoidea vai sortear um exemplar da obra de Rafael Cardoso. O livro foi lançado este ano em uma belíssima edição da Editora Cosac Naify.

SORTEIO

Para participar so sorteio no Twitter, basta seguir o perfil da @Expoidea e postar em seu perfil a seguinte frase:

Sigo a @expoidea e quero ganhar o livro “Design para um mundo complexo” –> http://kingo.to/12Oa (RT pra concorrer)

Participe da promoção e boa sorte!

 

RESULTADO – 05/04

Já temos uma ganhadora do exemplar do livro do pesquisador Rafael Cardoso. O nome da sortuda é Anna Zidanes (@annazidanes)!

Confira aí no print:

Já estamos entrando em contato com a moça, pra acertar os detalhes do recebimento do prêmio.

PARABÉNS, ANNA!

Se você concorreu e não ganhou, não se desespere: na próxima semana também sortearemos um segundo exemplar pela nossa página do Facebook!

ATÉ LÁ!

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Regulamento deste sorteio do Twitter: 

1. Esta promoção terá início no dia 28 de março de 2012 e se encerrará no dia 05 de abril de 2012.
2. O sorteio acontece às 21h do dia 05 de abril. Neste mesmo dia divulgaremos o vencedor da promoção através do nossoo Twitter e do nosso Facebook, bem como aqui no site da Expoidea.
3. O prêmio deverá ser retirado única e exclusivamente na Expoidea, no dia da sessão de autógrafos de Rafael Cardoso (10 de maio).

Participação: 

1. Poderão participar deste concurso qualquer pessoa física que atenda as exigências da promoção.
2. Não aceitaremos a participação de perfis criados exclusivamente para este sorteio.
3. Perfis de usuários ligados diretamente à produção da Expoidea não poderão ser premiados.

Premiação: 

1. O participante sorteado será premiado com 01 exemplar da obra de Rafael Cardoso, “Design para um mundo complexo”, lançado este ano pela Editora Cosac Naify.
3. O ganhador será comunicado do resultado do concurso por meio nosso do Twitter e da nossa página no Facebook, bem como do nosso site.

Disposições Gerais: 

1. Essa promoção têm caráter exclusivamente cultural e não esta, portanto, sujeita a qualquer espécie de cobrança ou à necessidade de desembolso por parte dos participantes, nem vinculação destes ou dos contemplados à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço.
2. Ao aceitar o presente regulamento, o participante declara estar ciente da isenção do Twitter sobre qualquer parte desta promoção, bem como reconhece que a promoção não é patrocinada, endossada ou administrada pelo Twitter.
3. Os participantes declaram que leram, entenderam e aceitam integralmente o teor deste documento.
4. A participação nesta promoção caracteriza a aceitação dos termos e condições previstos neste artigo.

 

 

Instamission: Uma ideia que vale mais que mil palavras

por Schneider Carpeggiani*
para o blog da Expoidea

Há uma piada apontando que o mais difícil, atualmente, nem é tanto atrair a atenção de alguém; mas “roubar” seu olhar da tela do iPhone. Parece que olhamos a vida hoje através de um filtro, onde tudo precisa ser compartilhado e fotografado. A jornalista Daniela Arrais e a publicitária Luiza Voll têm um pouco de culpa nessa história, graças ao sucesso da ideia de gênio das duas, o Instamission.

Trata-se de um projeto colaborativo que usa o aplicativo de iPhone, Instagram. A cada semana, a dupla envia missões para os seguidores da ação. “Fotografe suas férias”, “Fotografe uma boa ação”, além de outras mais subjetivas…

Uma discussão sobre o sucesso do Instamission é um dos destaques da segunda edição da Expoidea, que acontece entre 8 e 13 de maio, no Paço Alfândega. A dupla de idealizadoras  debaterá com Afonso Jr., professor do Departamento de Comunicação Social da UFPE.

Conversamos com Daniela Arrais sobre o impacto do Instamission e sobre o quanto o clichê de que uma imagem vale mais do que mil palavras continua válido.

 

1 – O que você precisa dizer tão rápido com uma imagem que um texto não consegue traduzir?

Que aquela praia paradisíaca é mesmo um sonho, que o encontro com os amigos é sempre uma alegria, que aquela pixação no meio da cidade cinza a deixa mais bonita… Em vez de explicar, a gente mostra. E, como esse mundo às vezes parece que sofre com excesso de opinião, temos achado que, se for pra ir pelo caminho do excesso, que seja o de imagens que a gente adora acompanhar.

2 – Uma provocação: qual a melhor fotografia que você já “presenciou”?

Pergunta quase impossível de responder! Mas sabe o que lembramos? Do Día de los Muertos que passamos no México. Fizemos fotos lindas e vimos fotos antigas, carregadas de história, em cada casa que entramos. Foi uma viagem emocionante, que rendeu fotos folclóricas, de crianças, adolescentes, adultos e velhinhos vestidos numa mistura de Carnaval e Halloween, e também fotos fortes, que tiramos de pessoas que abriram suas casas e suas histórias para nos contar como a morte é celebrada naquelas terras.

3 – Você se sente mais “compreendida” quando observa tanta gente fotografando algo que surgiu primeiro a partir de uma ideia sua?

A gente brinca que o Instamission justifica nosso vício de estar sempre com o iPhone na mão :) Então quando começam a reclamar, a gente diz: “Mas é trabalho também!”.

E não achamos que “compreendida” é a palavra, mas acompanhadas. É impressionante ver uma idéia tomar forma, ganhar vários adeptos e se espalhar por aí. Dá uma alegria enorme!

4 – A que você atribui o sucesso do projeto Instamission?

À simplicidade do convite. Toda semana a gente inventa uma missão nova pra ver o que a gente, nossos amigos e mais uma enorme quantidade de desconhecidos tem a mostrar sobre a mesma coisa. É legal de parar, pensar e fotografar. É gostoso compartilhar. Então você vê um amigo fazendo, um conhecido também e acaba ficando empolgado pra fazer o mesmo também. O resultado sempre surpreende a gente!

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* Schneider Carpeggiani é jornalista e crítico literário.

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