Conheça o amplificador natural iBamboo

A foto acima é da invenção fantástica do engenheiro Anatoliy Omelchenko. O iBamboo é uma caixinha de som que dispensa pilhas e energia elétrica, já que funciona apenas na base da reverberação natural para amplificar os sons.

O bambu é manualmente cortado, segundo o engenheiro, para que as ondas sonoras se propaguem com grande potência e preservando a qualidade do som.

Esse é um belíssimo exemplo de design sustentável.

Mais fotos da engenhosidade aqui abaixo:

Programação Abril Pro Rock 2012

Nos próximos meses o Recife será palco de grandes eventos. Em abril, teremos o Abril Pro Rock e o CinePE. Entre 08 e 13 de maio, a Expoidea. Em junho, o Startup Weekend e em julho o II Fórum da Internet no Brasil e a Campus Party.

É muita coisa boa na sequência!

E hoje a produção do Abril Pro Rock, que está realizando uma edição comemorativa dos 20 anos do Festival, publicou a programação completa.

Programem-se e vamos nessa que Pernambuco está fervilhando de grandes eventos!

da FolhaPE

E a programação do Abril Pro Rock finalmente tomou forma. Nesta quinta-feira (9), a produção do festival anunciou todas as atrações e preços dos ingressos. Na vigésima edição dos show comandados por Paulo André Pires, nomes como Los Hermanos, Exodus, Brujeria, Nada Surf, Antibalas e Otto aparecem na grade de apresentações com mais dezesseis outras bandas.

Os preços os ingressos, na sexta sexta-feira (20), saem por R$60 (meia entrada), R$70 + 1kg de alimento não perecível (social) e R$120 (inteira). No sábado e domingo custam R$30 (meia entrada), R$40 + 1kg de alimento não perecível (social), R$60 (inteira).

Vinte edições se passaram e o potencial transformador do Abril Pro Rock é incontestável. O festival transformou a cena local, levou o nome do Recife para a boca de todo fã de música do país, serviu de plataforma para que artistas locais ganhassem visibilidade, assinassem contratos, percorressem o país. Transformou-se em um modelo, que mais tarde inspiraria eventos similares em capitais pelo Brasil.

Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre SA, Pato Fu, Planet Hemp, Paralamas do Sucesso, O Rappa, Skank, Los Hermanos, Sepultura, Ratos de Porão e centenas de outros nomes fizeram parte dessa história. Muitos em seu começo, outros retornando já como consagrados. Em sua vigésima edição, o Abril Pro Rock contempla quem fez parte dessa história e quem ainda vive essa necessidade eterna da mudança e transformação, representando o novo.

Confira programação completa:

SEXTA-FEIRA (20/04)
Los Hermanos (RJ)
A Banda Mais Bonita da Cidade (PR)
Tibério Azul (PE)
Banda Bis Pro Rock

SÁBADO (21/04)
Exodus (EUA)
Brujeria (MEX)
Cripple Bastards (ITA)
Ratos de Porão (SP)
Hellbenders (GO)
Firetomb (PE)
Pandemmy (PE)
Leptospirose (SP)
Test (SP)

DOMINGO (22/04)
Antibalas (EUA)
Buraka Som Sistema (Portugal / Angola)
Nada Surf (EUA)
Otto (PE)
Mundo Livre SA (PE)
Leo Cavalcanti (SP)
Ska Maria Pastora (PE)
Bande Dessineé (PE)
Strobo (PA)

SERVIÇO:

APR20 – Abril Pro Rock 2012 Dias 20, 21 e 22 de abril
Chevrolet Hall – Av. Agamenon Magalhães, s/n, Complexo de Salgadinho. Olinda – PE
Ingressos à venda no Chevrolet Hall e Lojas Renner a partir do dia 15/03 (quinta-feira)
Censura: 16 anos

Twitter: Brasil é o segundo país com mais perfis

Recente estudo realizado pela Semiocast mostrou um novo arranjo entre os países com o maior número de perfis no Twitter. Os EUA mantém a primeira posição no ranking (com 107,7 milhões de perfis) e o Brasil ocupou o segundo lugar (33,3 milhões de perfis), passando o Japão (29,9 milhões de perfis).

Em seguida vem o Reino Unido, que ultrapassou a Indonésia no quesito de número de perfis do Twitter.

O gráfico publicado no site Semiocast.com é bem interessante (clique na imagem para ampliar):

Ainda que o Brasil tenha ultrapassado o Japão em número de contas no microblog, quando a análise verifica o número de tuitadas, o Japão ainda fica à frente do Brasil: 30% dos perfis postaram ao menos tuitada entre setembro de 2011 e 30 de novembro de 2011. No caso do Brasil, 25% dos perfis postaram uma mensagem.

O estudo mostrou que Japonês ainda continua sendo a segunda língua mais usada no Twitter (depois do inglês. e mesmo com o grande crescimento da língua árabe).

Outro quesito interessante da análise mostrou que a Holanda é o país são os mais ativos: 33% dos perfis da Holanda postaram pelo menos uma mensagem dentro do período avaliado. Segundo a análise, a média mundial é de 27% (muitos usuários usam o Twitter apenas para acompanhar as atualizações de outros usuários, ou mesmo como uma espécie de feed de notícias).

Clique para ampliar

Com informações do site Semiocast.com.

Entrevista com Annie Leonard, do vídeo “A História das Coisas”

"Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente"

Há um mês o jornal O Globo publicou uma interessante entrevista com a ambientalista Annie Leonard, do conhecido vídeo “A História das Coisas (Story of Stuff). Nesta entrevista, Annie diz coisas que não podemos perder de vista, e ainda mais quanto mais mergulhamos num cotidiano de consumismo excessivo – e, muitas vezes, desnecessário:

Há ainda milhões e milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, que vão dormir com fome e que precisam de bens materiais básicos de saúde e educação. Para essas pessoas, é importante, essencial. Mas também há milhões de pessoas que têm mais do que realmente precisam. Essas pessoas associam status, felicidade e segurança à quantidade de bens que possuem. Felizmente, eu percebo que muita gente começa a pensar de forma diferente.

Para quem não lembra, ou não assistiu A História das Coisas, trata-se deste excelente vídeo, logo abaixo:


 

Na entrevista, Annie fala sobre suas inspirações para o vídeo (que depois virou livro), suas viagens pelo mundo e a enorme quantidade de e-mails que ela recebe de braisleiros. Fala também sobre os desperdícios gerados pelo nosso consumismo excessivo, educação ambiental, sustentabilidade e também sobre felicidade.

Muito interessante a entrevista. Vale a pena conferir.

“Annie Leonard: A revolução do consumo e da felicidade”

De onde vem o papel que você segura neste momento? O quão sustentável é a camiseta supostamente ecologicamente correta que acaba de comprar? A mulher que respondeu a essas e a centenas de outras perguntas sobre produção de bens de consumo se tornou uma celebridade. A ambientalista americana Annie Leonard ficou mundialmente famosa pelo vídeo “A história das coisas”, exibido milhões de vezes no YouTube. O curta ganhou uma versão em livro — o homônimo “A história das coisas” (Editora Zahar). Em ambos, Annie defende não só a sustentabilidade, mas a felicidade.

 

O Globo: Qual a sua inspiração para fazer o vídeo e escrever “A história das coisas”?

Annie Leonard: Quando era estudante universitária em Nova York, me impressionava muito com as monumentais pilhas de lixo depositadas nas ruas todos os dias. Um dia resolvi abrir os sacos para ver o que as pessoas jogavam fora. Fiquei chocada ao descobrir que havia muito material reutilizável, especialmente papel e metal. Então resolvi ir ao depósito de lixo da cidade. Havia montanhas de móveis, roupas, livros, comida. Isso despertou minha curiosidade sobre a função das coisas em nossas vidas. De onde elas vem, para onde vão e como administrar melhor sua produção e uso. Depois de formada, trabalhei para ONGs ambientais e viajei pelo mundo.Vi os impactos ambiental, social e de saúde ocultos das coisas que usamos e jogamos fora. Fiquei frustrada que o custo real de todos os bens que consumimos não é explicitado nas propagandas que nos encorajam a comprar coisas para nos assegurar felicidade, sucesso e segurança. Eu queria promover uma discussão mais honesta sobre padrões de produção e consumo.

O Globo: Como surgiu a ideia do filme e do livro?

Annie: Comecei fazendo um cartoon para descrever os sistemas de ação e consumo. E deu certo! Depois criamos um vídeo de 20 minutos e o postamos em dezembro de 2007. Para minha surpresa, foi um sucesso. Já foi exibido mais de 15 milhões de vezes, acessado em praticamente todos os países do mundo. O livro “A história das coisas” foi continuação desse trabalho.

O Globo: Você viajou por mais 40 países para pesquisar como as coisas são produzidas e descartadas. O que descobriu? O que viu de mais significativo?

Annie: A lição mais importante que aprendi é que há muitos meios de criar um mundo melhor. Soluções economicamente viáveis já existem, energia renovável à produção limpa e resíduos zero. Precisamos fazer uma nova revolução industrial que transforme nossos sistemas de produção e consumo drasticamente, reduza o gasto de energia e água, elimine substâncias tóxicas, tornem os produtos mais duráveis. Precisamos investir mais em ação, saúde e meio ambiente, e não no acúmulo de coisas. Há muitos problemas ambientais para resolver, do caos climático ao colapso dos recursos pesqueiros. Seria fácil ficar deprimido se não tivéssemos tantas boas alternativas já disponíveis. Felizmente, podemos começar a construir um futuro $agora. Em cada país que visito vejo pessoas — de professores a pais, empresários e até mesmo políticos — que trabalham para um futuro melhor. Isso me dá uma grande esperança.

O Globo: Você já esteve no Brasil?

Annie: Ainda não, mas espero conhecer o Brasil. É um dos países onde mais gente assistiu ao meu filme. Recebemos milhares de e-mails de brasileiros, de pessoas que concordam com a mensagem de “A história das coisas” e trabalham para um ambiente mais saudável, sustentável e justo.

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