Pernambuco no Clima

Rio Climate Challenge – Pernambuco no Clima Rio +20

Entrevista com Sérgio Xavier, Alfredo Sirkys, Governador Eduardo Campos e Gilberto Gil.

 

Na vídeo abaixo, reunião preparatória que aconteceu no Recife de 13 a 15 de abril.


O evento iniciou os trabalhos para consolidação de uma agenda global que trabalha a questão do aquecimento global e as alternativas para o enfrentamento no mundo. O resultado do encontro serviu para construir a metodologia do Rio Climate Challenge que acontece em junho no Rio de Janeiro. Essa ação é uma parceria entre o Instituto Ideação e o Instituto Ondazul.

Abertura – Rio Climate Challenge – Pernambuco no Clima Rio +20 (parte 1)

 

Abertura – Rio Climate Challenge – Pernambuco no Clima Rio +20 (parte 2)

 

Elaboração da Metodologia para o Rio Climate Challenge (parte 1)

PERNAMBUCO NO CLIMA RUMO AO RIO CLIMATE CHALLENGE

O Pernambuco no Clima aconteceu entre os dias 13 e 14 de abril de 2012 no Recife. A reunião foi uma preparação para o Rio Climate Challenge que acontece em junho deste ano no Rio de Janeiro. A pauta principal do Pernambuco no Clima foi construir uma metodologia para ser aplicada no Rio Climate, cuja contribuição dos convidados foi fundamental.

Entre os convidados, o músico e ativista Gilberto Gil, o Deputado Alfredo Sirkis, o Governador de Pernambuco – Eduardo Campos, o Prefeito do Recife – João da Costa, o Secretário de Meio Ambiente do Recife – Marcelo Rodrigues e o Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco – Sérgio Xavier e nomes de grande importância contribuíram com o encontro.

Os três dias de atividade foram fundamentais para o que pretende alcançar o Rio Climate, pois os relatórios, dados quantitativos e qualitativos, além de experiências exitosas no combate ao aquecimento global foram apresentados.

PERNAMBUCO E RIO JUNTOS PELO CLIMA

Um dos estados brasileiros que se situam na faixa mais vulnerável aos impactos do aquecimento global, Pernambuco entra no esforço pela montagem de acordos globais para a redução da emissão dos gases do efeito estufa. Somente no semi-árido pernambucano, dois milhões de pessoas habitam uma região suscetível à desertificação. “Com a elevação da temperatura, Pernambuco fica numa situação de grande risco social, econômico a ambiental”, atesta o secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier, durante a reunião preparatória para a Rio Climate Challenge (RCC), que acontece até este domingo no Recife. A RCC será o mais importante evento paralelo da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em junho.

Além da preocupação com a seca, os pernambucanos temem a inundação do litoral, com a possibilidade de elevação do nível do mar. Recife e outras cidades da Região Metropolitana podem ser muito afetadas, em áreas densamente povoadas, assim como no Rio de Janeiro. Desta forma, a parceria instituída para a preparação para a RCC, com o Pernambuco no Clima, é uma parceria estratégica para o estabelecimento de políticas ambientais no Brasil. “Temos a obrigação de estar alertas, e formular políticas que sejam exemplos para enfrentar as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, mudanças que já estão acontecendo”, diz Sérgio Xavier.

Para que essa disposição se transforme em decisão e ações concretas, o governador Eduardo Campos tem se dedicado à implantação de políticas inovadoras. Como a assinatura, na abertura do Pernambuco no Clima, na última sexta-feira, de um novo projeto de lei que incentiva a produção e o uso de energia renovável, e a adoção de sistemas que gerenciam melhor a água e tornam eficientes os processos de sua distribuição e uso no Estado.

O evento Pernambuco no Clima, que se encerra hoje, 15 de abril, no hotel Transamérica, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi viabilizado graças à parceria de agentes públicos e não governamentais. Nasceu como uma iniciativa do Congresso Nacional, a partir do presidente da subcomissão Rio+20, o deputado federal Alfredo Sirkis, no âmbito da RCC, com o apoio do governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife, da Chesf, da Prefeitura do Rio de Janeiro, a realização do Instituto Ideação, e o apoio da Fundação Ondazul e da Expoidea.

 

FOCOS DEFINIDOS PARA A RCC

O deputado Alfredo Sirkis na abertura da reunião no Recife. Na foto, Sérgio Besserman, o prefeito João da Costa, o governador Eduardo Campos, o secretário estadual de meio ambiente Sergio Xavier e Gilberto Gil. Foto: Tarsio Alves

da redação do site Brasil no Clima

Na tarde do segundo dia do Pernambuco no Clima, o grupo começou a formular a agenda de trabalho para o Rio Climate Challenge (RCC), evento paralelo a Rio+20, em junho, na capital carioca. Cientistas e pensadores presentes no hotel Transamérica, no bairro de Boa Viagem, no Recife, dividiram em quatro frentes o objeto em discussão: redução, adaptação, financiamento e inovação. Subgrupos foram formados para debater os temas, criar alternativas e perguntas viáveis a respeito.

Além das quatro frentes, foram definidos focos que nortearão a finalização do documento: é preciso pensar em inovações e não apenas retificar o que já está disponível no mercado, chamar atenção da mídia para o que se está propondo, influenciar direta ou indiretamente os tomadores de decisões, tornar-se modelo para negociações mais efetivas, reconfigurar o problema e mudar os assuntos das pautas.

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LEGADO AMBIENTAL É PERMANENTE

Para Tasso Azevedo, que participa no Recife de reunião prévia para a Rio Climate Challenge, o sucesso de acordos para o meio ambiente pode ser mais importante para os líderes políticos do que deixar obras como pontes e estradas

da Redação do site Brasil no Clima

O consultor em florestas e mudanças climáticas Tasso Azevedo, primeiro diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro e um dos principais articuladores do Plano Nacional de Combate ao Desmatamento, do Fundo Amazônia e das metas nacionais de redução das emissões de gases do efeito estufa, é um dos participantes da prévia da Rio Climate Challenge (RCC), que acontece este final de semana no Recife (PE).

Para o consultor, o encontro é a tentativa de se buscar uma abordagem diferente para solucionar um impasse global. “Sabemos o que precisa ser feito, mas o caminho para chegar lá envolve questões econômicas que travam as discussões”. A RCC é uma iniciativa das subcomissões da Rio+20 no Congresso Nacional, a fim de simular um acordo válido para todos os países até 2015, como preconiza a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ontem, no primeiro dia do evento no Recife, realizado pelo Instituto Ideação e patrocinado pelo Governo de Pernambuco, pela Prefeitura e pela Chesf, o destaque foi o debate em torno Protocolo de Genebra, a partir do testemunho do israelense Yossi Beilin e do palestino Yasser Abed Rabbo. “São atores que não são os negociadores oficiais, mas poderiam perfeitamente ser, representam esses interesses”, comentou Tasso Azevedo. “Se a gente conseguir tirar lições disso, embora seja um problema de outra dimensão, envolvendo muitas partes, e não apenas duas, poderemos encontrar um caminho para oferecer uma possível solução no processo da Rio+20”.

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O DESAFIO DE PENSAR DIFERENTE

specialistas reunidos no Recife buscam alternativas criativas para encaminhar a discussão sobre a emissão de gases do efeito estufa nos fóruns globais

da Redação do site Brasil no Clima

Alfredo Sirkis fala ao grupo reunido no Recife. Foto: Tarsio Alves

 

Na manhã de sábado do Pernambuco no Clima, cientistas e pensadores se reuniram no hotel Transamérica, em Boa Viagem, no Recife, para discutir diferentes formas de pensar os modelos de negociações climáticas. Sob o comando do facilitador sul africano e diretor executivo da Future Considerations, Mark Young, o grupo debateu sobre os paradigmas que ainda precisam ser quebrados para construir soluções que evitem tragédias ambientais e garantam uma vida mais sustentável no planeta. Na primeira parte da reunião, experiências e ideias foram postas na roda com o objetivo de levantar possibilidades reais e viáveis que acelerem as ações que precisam ser tomadas – como a redução na emissão de gases carbônicos para 450 partes por milhão (ppm) – e gerar mudanças positivas.

Na segunda parte, cinco subgrupos foram designados para debater temas como: cultura e consciência do consumo, mobilização de recursos, diminuição de ppm, reformulações na forma de pensar o problema do clima, energias, possibilidades de novas arquiteturas com ações de inovações de mudanças de clima, diálogos entre o norte e o sul e a vulnerabilidade e oportunidades para os países do G-20. A importância de encontrar um denominador comum de redução de ppm, assim como considerar as diferenças e abrir diálogos entre os países foram pontos unânimes defendidos por todos os presentes.

Para o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Eduardo Viola, este tipo de evento é de fundamental importância, uma vez que coloca a questão da negociação da mudança climática em um patamar diferente do exposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Estamos buscando algo que seja viável, mais elevado do que a ONU.

Um mínimo denominador comum. A ideia é que os principais produtores do mundo possam resolver e reestruturar o problema climático. Este grupo, aqui, tem como missão redefinir as formas de pensar e encontrar a solução de um modo novo, diferente do que se tem pensado até hoje”, afirma. Viola acredita que é necessário focar em aspectos sociais, não somente em critérios econômicos e políticos, ainda que o primeiro não tenha a mesma força que os outros.

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